Sabe, eu estou com muita vontade de escrever há dias. E eu estava pensando o que escrever, vendo se surgia alguma ideia, alguma inspiração. Porém, só o que vem flutuando na minha cabeça são duas das frases mais clichês que existem, dois pensamentos que eu não gostava muito de acreditar, duas concepções que se ligam a duas pessoas distintas. E eu não queria parecer o escritor deprimido que sempre sou, mas parece ser mais forte do que eu. Como vivo dizendo, a vida é um poço que insiste em nos arrastar para dentro dele, cada vez mais fundo, tornando a escalada cada vez mais difícil e cansativa. E eu tento subir, mas parece que não sou forte o bastante. Minhas emoções sempre são intensas demais, e me deixo ser levado por elas, arrastado para o poço, ficando sozinho no vazio angustiante daquele lugar. Minha vida é um amontoado de clichês que me entristecem e fazem mal. O primeiro deles é o típico “tudo está bom demais para ser verdade”. Eu conheci uma pessoa incrível, extraordinária, que me deixou tranqüilo e seguro em todos os minutos que estive com ela. E quando me afastei, só pensava em quando teria aquilo de novo, quando poderia matar as saudades, quando poderia ter de novo aqueles preciosos momentos de alegria momentânea. Eu me apaixonei perdidamente no menor intervalo de tempo possível, deixei o sentimento fluir, tentei viver o agora sem pensar em um depois. O problema é que só eu estou me sentindo assim. Aquela típica sensação de que estou sentindo algo sem ser retribuído, sabe? E eu sei que pode ser muito cedo, e que a situação possa mudar. Eu só estou tentando falar sobre meus atuais pensamentos, e eles me dizem que fui estúpido por querer muita coisa rápido demais. É hora de ser razoável e desacelerar o turbilhão de emoções em que me encontro. Ir devagar, curtir o momento, e o que vier à frente deve ser uma preocupação inexistente. Demonstrar sentimentos assusta as pessoas, e devo ter prudência pra não estragar tudo. Nada está perdido, e não faz sentido me preocupar. Isso tudo é medo de perder a pessoa mais incrível que já conheci em tempos. É hora de respirar fundo, rever minhas atitudes e voltar a tentar. Agora quanto ao segundo clichê, aquele velho “as pessoas só dão valor ao que tem quando perdem”. Já correu atrás de alguém por muito tempo e não deu em nada? Bem, aconteceu comigo. Eu gostava (ainda gosto, na verdade) de uma pessoa, um amigo, que não me deu atenção por meses. E quando sigo em frente, ele fica estranho. Eu não quero pensar que seja ciúmes, mas tudo aponta pra isso. E o pior, eu gosto da ideia de que ele sinta algo, exatamente porque ainda gosto dele. A gente se encontrou esses dias, e minha vontade era de agarrá-lo pelo maior tempo possível. E eu me repreendi. Porque não agüento mais ser o cãozinho que corre atrás sempre que ele chama. Sim, eu gosto dele, e sim, talvez ainda queira muito uma chance, mas já deu de sentir algo sozinho. Quero que ele venha atrás, diga que se enganou todo esse tempo, que cometeu um erro e que me deseja, e sempre me desejou. Eu sei que viajei agora, mas estou sendo sincero. Pode não parecer, mas ele é uma ótima pessoa, alguém que vale a pena, mas ele é orgulhoso demais pra dizer o que sente. Ou eu sou iludido demais por pensar isso. De um jeito ou outro, a única certeza é a de que eu não vou mais atrás. Estou aqui, apenas esperando, apenas relaxando e pensando o que fazer da minha vida. Chega de clichês na minha vida. Eu quero romance, eu quero beijos, quero abraços, momentos fofos e sorrisos, quero que tudo aconteça facilmente... Quero felicidade. Droga, eu quero o desejo mais clichê do mundo! Por que os humanos tinham que ser esses malditos clichês ambulantes? Por que não conseguimos escapar deles? Malditos clichês.
- Lucas Carvalho.
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